Muitas organizações investem em estratégias motivacionais e, mesmo assim, percebem perdurar o ambiente de desmotivação na sua equipe de colaboradores. A motivação é predominantemente intrínseca ao indivíduo e mais, ou menos, vinculada a estímulos extrínsecos, dependendo da pessoa.
Segundo pesquisas realizadas nas últimas décadas, vários casos de desmotivação profissional refletem a falta do sentido do trabalho na vida das pessoas. O artigo Além do Sucedâneo da Motivação (Sievers, 1990) argumenta que a motivação só passou a ser estudada nas empresas quando o sentido do próprio trabalho desapareceu ou então foi perdido, como consequência da divisão e fragmentação do trabalho a partir da Revolução Industrial. Segundo o autor, "as teorias motivacionais têm se transformado em sucedâneos na busca do sentido do trabalho".
Na busca das soluções de problemas organizacionais, muitas vezes se atua mais nas conseqüências do que nas causas.
Ao planejarmos nossa existência, incluímos a programação das possibilidades profissionais produtivas, tanto do ponto de vista do atingimento das metas financeiras necessárias, quanto para a evolução pessoal e grupal a partir do nosso trabalho profissional.
Portanto, na identificação das diretrizes da programação existencial, podemos levantar as possibilidades profissionais que conciliam evolução dos pontos de vista pessoal e financeiro.
A partir desta identificação, é preciso direcionar esforços no sentido de formação e qualificação que possibilitem empreendedorismo e/ou empregabilidade coerentes com a realização da programação existencial. Conforme as características e necessidades de cada um, o trabalho profissional oportuniza a aplicação de traços força e a melhoria de traços fardos e, ainda, pode favorecer o encontro com pessoas do grupo evolutivo e a interassistência.
Quando o trabalho profissional está alinhado à programação existencial é provável que a motivação naturalmente se faça presente.
Referências:
SIEVERS, Burkard. Além do Sucedâneo da Motivação. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: Jan/Mar 1990.
VIEIRA, Waldo. Manual da Proéxis. Rio de Janeiro: IIPC, 2003.
Cecília Oderich

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