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segunda-feira, 2 de maio de 2011

O PAPEL DO POLIGLOTISMO







O ponto a ser comentado neste texto é a importância do poliglotismo como condição preparatória para a realização do projeto de vida. Na técnica da Programação Existencial (proéxis), apresentado no Manual da Proéxis de Waldo Vieira, com base na conscienciologia, a proéxis pode ser dividida em duas fases, uma preparatória (em que a pessoa mais recebe e investe em si mesmo) e outra executiva (na qual o indivíduo realiza e doa mais do que recebe). A ideia da fase preparatória é que aquele que está em busca da realização do seu projeto de vida acumule um currículo, tanto formal quanto de conhecimentos, habilidades e experiências, que abram portas para que no futuro esteja apto para cumprir sua programação existencial.



Tanto a primeira quanto a segunda fase exigem comunicação, que é condição para a convivência. Convivialidade que será diretamente proporcional à qualidade do desempenho – mas é na segunda, no período mais centrífugo, que a demanda por habilidades na comunicação tendem a ser tornar mais prementes (ao mesmo tempo em que há menos tempo disponível para investir na formação e a capacidade cognitiva tende a reduzir). E quem está lendo este texto, é capacitado ao menos num idioma, o português. 


Qual o percentual de pessoas que habitam o planeta conseguem se comunicar no português? Vejamos, são 8 os países de língua portuguesa, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, mais alguns territórios inseridos noutros países, como Macau na China ou Goa na Índia, que dá um total aproximado de 230 milhões de habitantes, num planeta que se aproxima rapidamente dos 7 bilhões de habitantes. Ou seja, pouco mais de 3%. Apenas três a cada cem pessoas no orbe.



Contextualizando, o mundo tem 6.912 idiomas pelo compêndio etnológico, uns 500 com risco de extinção segundo a UNESCO, sendo o mais falado o mandarim (próximo a 900 milhões de pessoas), depois o indi (500 milhões de pessoas), seguido do espanhol e do inglês. Dentre esses, apenas o indi não é idioma oficial da ONU, nem o português. Saber o espanhol (não entenda-se o “portunhol”) já mais que dobra o número de pessoas possíveis de serem acessadas. Vale lembrar que a comunicação mais ampla no planeta, mídia, manifestações artísticas ou literatura, logicamente vai buscar meios para acessar mais audiência, tendo como juízo primeiro o idioma.  



O critério sobre o(s) idioma(s) a estudar varia conforme o interesse, as necessidades e as possibilidades. Mas o fato que não se pode fugir é que num mundo que se globaliza numa velocidade espantosa, o poliglotismo é condição de possibilidade para se comunicar e se inserir, e, para que as portas da interação e da convivência se abram, facilitando assim a realização de um projeto de vida a maior.  



Gustavo Vieira


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