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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Talentos & Deficiências


Uma das primeiras questões que nos vem à mente, quando falamos de programação existencial – Proéxis - é como vamos escolher os objetivos e metas a serem alcançados no decorrer de nossa vida e que nos levem, no final, à sensação de termos cumprido nosso papel no mundo.

Esta questão é complexa e depende, entre outras coisas, mas principalmente, do nosso grau de autoconhecimento, pois só assim, conhecendo nossas possibilidades e necessidades, saberemos o que seria o melhor para nós, em termos evolutivos.

Entre outras, uma técnica que ajuda nesta tarefa de fazer o autodiagnóstico é a listagem dos talentos e deficiências pessoais. Talentos são também chamados de trafores – traços fortes da pessoa – as aptidões ou habilidades já adquiridas. Já as deficiências ou trafares – traços fracos – são os defeitos, as imaturidades que todos nós ainda possuímos.

Esta listagem pode ser feita pela própria pessoa, que vai alinhando as qualidades pessoais que se reconhece portador, lado a lado com as deficiências ou defeitos autodiagnosticados. Para uma maior abrangência e fidedignidade, esta lista pode ser levada aos amigos, parentes ou colegas que revisam, adicionam e comentam estes traços que levantamos.

Estas opiniões externas sempre são validas, mesmo quando não possam ser consideradas a verdade final, possam conter exageros ou omissões. Mesmo assim, acabam expandindo o valor dos traços elencados.

E como usamos esta lista para chegar aos nossos objetivos de vida?

Podemos considerar, sem medo de errar, que a superação de nossas deficiências seja uma meta existencial que conste em qualquer projeto de vida, independente de qual seja. E também, pela mesma razão, podemos considerar ser uma boa estratégia planejar esta superação através da utilização dos nossos traços fortes ou talentos.

Neste sentido, algumas dicas são úteis:
  1. Utilizar diretamente o trafor para superar o trafar:

Se uma pessoa é tímida (trafar), mas tem uma boa didática (trafor), pode ter como uma das metas de sua proéxis, dar aulas e com isto superar a timidez durante este processo.
Com a vantagem adicional de estar praticando a assistencialidade, se o teor do seu esclarecimento aos alunos for de cunho evolutivo.
Outra exemplo, neste contexto, é o da pessoa com baixa autoestima (trafar) que por gostar de estudar (trafor) melhora o seu desempenho e aprende a se valorizar.

  1. Utilizar o trafor para construir uma aptidão que ainda não tem (trafal= traço faltante)

É o caso da pessoa que tem o trafor da disciplina mas, associado a isto, tem um comportamento inflexível (trafar). Se desenvolver o bom humor - que o disciplinado inflexível geralmente não tem - pode aprender a utilizar melhor seu talento disciplina superando a inflexibilidade através desta característica positiva.

Tem ainda o caso do traço forte da persistência poder estar associado ao trafar da teimosia - o que é bem comum de acontecer, pois estes dois traços são uma questão de dosagem.
O traço faltante, neste caso, que poderia fazer toda a diferença é a autocrítica. Trabalhar para adquirir ou melhorar seu nível de autocrítica faria a balança pender para o lado do trafor.

Existem muitas outras formas de utilizar estas listagens de talentos/dificuldades – trafor/trafar – com a finalidade de extrair informações a cerca da programação existencial.
Utilizando a criatividade, que por sinal é uma talento/trafor dos mais valiosos do ponto de vista evolutivo, podemos multiplicar o rendimento desta técnica.

Beatriz Tenius

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